Candidatos 2008

Agosto 13, 2008

Câmara fecha acordo para votação de 20 projetos de consenso

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Em meio ao período eleitoral, os líderes dos partidos governistas e de oposição na Câmara dos Deputados definiram nesta quarta-feira uma lista de 20 propostas de pouca polêmica para ser votada nos próximos dias.

“Nós tivemos obstrução, medidas provisórias trancando e isso paralisou a Câmara. Agora, estamos de forma negociada votando e mais do que isso produzindo um grande acordo. Um surpreendente acordo”, disse o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Como os projetos não têm prazo para votação, a pauta será negociada a cada dia, informou Chinaglia. Na terça-feira, os líderes acertaram limpar a pauta de matérias com votação obrigatória.

Por falta de acordo entre governo e oposição, ficaram de fora a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que muda o rito de tramitação das medidas provisórias e as propostas de reforma tributária.

Foram incluídos na lista de votação, entre outros, os projetos de lei que alteram o Supersimples, que tratam de mudanças na Lei Kandir de fomento às exportações, que aumentam para seis meses a licença-maternidade, além da Lei Geral do Turismo.

Também há acordo para o projeto que cria a carteira de habilitação Brasil-Espanha e outro que exclui da base de cálculo do ICMS o montante da parcela do consumo de energia elétrica de pessoas de baixa renda.

Veja mais:

STJ rejeita pedido de juizes e libera candidatura de “ficha suja”

Cabeça do Eleitor

Agosto 4, 2008

Movimento contra corrupção pede para STF barrar ‘fichas-sujas’

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STF julgará ação que busca garantir aos juízes eleitorais a possibilidade de negar o registro de candidatura.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) divulga neste segunda-feira, 4, uma carta de alerta aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de alertá-los sobre o registro de candidatura a políticos conhecidos por “fichas sujas”. O documento pede que eles levem em conta que ignorar a vida pregressa dos candidatos na aceitação dos registros é uma decisão perigosa.

O STF julgará na quarta-feira ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que busca garantir aos juízes eleitorais a possibilidade de negar o registro de candidatura dos chamados “fichas sujas”, aqueles que respondem a processo criminal.

A AMB já divulgou em sua página na internet a relação de todos os candidatos a prefeito de capitais que respondem a processos por corrupção, lavagem de dinheiro e abuso do poder econômico, entre outros crimes.

O MCCE é composto por dezenas de entidades, entre elas a AMB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação dos Juízes Federais (Ajufe), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

“Não se trata de antecipar culpas, mas de fazer valer o chamado princípio da precaução, que rege o direito eleitoral”, diz parte do documento que será divulgado nesta segunda, na sede da CNBB, em Brasília.

Na ação interposta no STF, a Associação dos Magistrados do Brasil pede que seja derrubada a interpretação majoritária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que somente uma condenação definitiva da Justiça, quando não há mais possibilidade de recurso, pode impedir um político de disputar as eleições. O relator da ação no STF é o ministro Celso de Mello.

Se a decisão do STF for favorável à ação da AMB, as repercussões na eleição do dia 5 de outubro serão imediatas, porque os juízes poderão impugnar as candidaturas até o dia 16 de agosto. Para todas as impugnações há a possibilidade de recursos aos TREs e ao TSE, na instância final.

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Alckmin e Marta polarizam discussão no final do debate; Kassab mirou líderes nas pesquisas.

Cabeça do Eleitor

Julho 29, 2008

Cabral diz esperar que TRE-RJ peça reforço na segurança das eleições municipais

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta terça-feira que espera que o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) faça o pedido ao governo federal para uma possível intervenção da Força Nacional na segurança de candidatos durante a campanha eleitoral.

Segundo Cabral, o secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, deverá se reunir na tarde de hoje com o presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio, desembargador Roberto Wider.

“Dentro do rito democrático, a maior autoridade é o TRE. [..] Ele é a instituição que merece, neste momento, ter a condução do processo, não o governo do Estado”, disse o peemedebista. O governador afirmou que a reunião, que também contará com a presença do comandante-geral da Polícia Militar e do chefe da Polícia Civil no Estado, tem o objetivo de analisar, junto com o presidente do TRE, se é necessário pedir esse reforço.

“Se o TRE desejar que eu assine com eles a solicitação, eu assinarei com o maior prazer”, afirmou Cabral.

Cabral voltou a dizer que vê com “bons olhos” a participação da Força Nacional. “O combate à criminalidade, da nossa parte, é antes, durante e depois das eleições. É muito grave você ter candidatos que não podem entrar em área ou candidatos beneficiados por estruturas paralelas. E mais grave ainda jornalistas não podendo realizar seu trabalho.”

Ontem, Wider havia descartado solicitar de imediato a ajuda da Força Nacional de Segurança para reforçar a segurança do processo eleitoral do Estado. Segundo o presidente do tribunal fluminense, um pedido de ajuda só poderá ser feito após a realização de um levantamento sobre os problemas relacionados à ação de milícias contra candidaturas no Rio.

Assim como Cabral, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse não se opor ao envio de ajuda, mas que é necessário um pedido oficial do governo do Rio ou do TRE-RJ para determinar que a Força Nacional de Segurança ou a Polícia Federal dêem suporte aos candidatos a prefeito e vereador no Rio. “No Rio de Janeiro nós temos a insegurança já transgredindo para a questão eleitoral”, afirmou Tarso.

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Cabeça do Eleitor

Julho 21, 2008

Pesquisa aponta Marta com 34% e Alckmin tem 31% em SP.

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A ex-ministra Marta Suplicy (PT) lidera a pesquisa de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo divulgada nesta sábado pelo Ibope com 34% das respostas. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) soma 31%. A pesquisa do Ibope foi encomendada pela “Rede Globo” e pelo jornal “O Estado de São Paulo”. O levantamento foi realizado entre as últimas terça (15) e quinta-feira (17) na capital paulista.

Segundo a pesquisa, o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) aparece em terceiro com 10%, o deputado Paulo Maluf (PP), com 9%, a vereadora Soninha (PPS), com 2%, e Ciro Moura (PTC), com 1%. Os demais candidatos não alcançaram 1% das respostas ou não foram mencionados.

Na simulação de segundo turno, Marta Suplicy vence Kassab, mas perde para Alckmin, segundo os dados do Ibope. O candidato tucano também venceria Kassab, de acordo com a pesquisa.

No primeiro cenário, entre Marta e Kassab, a petista teria 51% das intenções de voto e o atual prefeito, 35%. Brancos e nulos somariam 13% e 1% não opinou.

Na disputa simulada entre Alckmin e Marta, o tucano venceria 47% a 43%, de acordo com o Ibope. Nesse caso, brancos e nulos representariam 8% e 1% afirmou não saber ou não opinou.

No terceiro cenário, um segundo turno entre Alckmin e Kassab, o tucano teria 58% dos votos, contra 23% do atual prefeito, segundo o Ibope. Os votos em branco ou nulos somariam 17% e 2% dos entrevistados não opinaram ou disseram não saber em quem votar.

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Cabeça do Eleitor

Site de Político

Julho 14, 2008

Fiscalização do Bolsa-Família é precária na saúde

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Apenas 57% das famílias beneficiárias passam por uma verificação; no quesito educação, índice melhora

Dois anos depois de o Ministério da Saúde iniciar o sistema de fiscalização das suas contrapartidas do Bolsa-Família, apenas 57% das famílias beneficiárias do programa passam efetivamente por uma verificação. Em 223 cidades, nenhuma fiscalização foi feita nesse primeiro semestre de 2008. Enquanto o Ministério da Educação já consegue dizer a freqüência escolar de mais de 90% das crianças do programa, na Saúde não se sabe se boa parte das gestantes está ou não fazendo pré-natal e se as crianças até 6 anos estão sendo vacinadas.

O sistema de verificação das condicionalidades – como é chamado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa-Família – começou a ser desenvolvido, na verdade, a partir do fim de 2004. Em setembro daquele ano descobriu-se que cinco meses antes o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, havia determinado a suspensão das cobranças das contrapartidas das famílias beneficiadas porque não havia um sistema eficiente de verificação. Ao invés de exigir a melhoria do sistema, Patrus achou por bem suspender a cobrança e continuar pagando os benefícios.

Depois de críticas duras ao ministro e ao ministério, começou-se o desenvolvimento de um sistema de verificação tanto na Educação quanto na Saúde – este, até agora, com problemas. O ministério deveria receber semestralmente os dados de vacinação de todas as crianças abaixo de 6 anos e dos exames pré-natal de gestantes e pós-natal de mães de recém-nascidos. O cumprimento dessas condições é um dos requisitos para que a família continue a receber o pagamento do governo.

DIFICULDADE

“Para nós esses 57% já são um sucesso. Não é um indicador ruim. Crescemos 11% do semestre passado para esse”, defende a diretora do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Claunara Schilling Mendonça. A dificuldade, explica, é que no sistema de acompanhamento em saúde é preciso ir atrás de cada uma das famílias para fazer a verificação, já que não há um sistema automático. “Nas cidades maiores e onde o Programa Saúde da Família não é tão extenso, por vezes há mais dificuldades de encontrar essas famílias. Mas isso não significa que essas condicionalidades não estejam sendo cumpridas”, afirma.

De acordo com a diretora, das famílias encontradas, 99,5% estão cumprindo as exigências. Outros dados, como pesquisas que mostram o aumento da vacinação e a maior procura dos serviços de saúde por famílias pobres, também seriam indícios, para o governo, de que as contrapartidas estão sendo cumpridas. “Podemos fazer essa estimativa porque todos os dados que temos mostram que as famílias de baixa renda estão tendo mais avanços nas áreas de saúde”, diz Rosani Cunha, secretária de Renda e Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social.

Mas, com 43% das famílias sem fiscalização, não há como se ter certeza de que todas elas estão fazendo o exigido. O próprio Ministério da Saúde tem notado reduções nos resultados das campanhas de vacinação. A partir do próximo semestre, o ministério vai modificar a forma de acompanhamento para tentar melhorar esses números.

Ao vacinar seus filhos nos postos de saúde, as famílias darão o Número de Identificação Social (NIS) da criança para que fique registrado. Com isso, o ministério poderá cruzá-lo com a identificação do Bolsa-Família, também feita pelo NIS. O mesmo será feito com as mulheres que vão aos postos fazer os exames pré e pós-natal. Com isso, poderá haver um acompanhamento sem que seja necessário ir atrás de cada família para checar os cartões de vacina e exames.

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Maluf é hostilizado durante corpo-a-corpo em SP e evita falar sobre prisão de Pitta.

A Cabeça do Eleitor

Julho 10, 2008

Maluf é hostilizado durante corpo-a-corpo em SP e evita falar sobre prisão de Pitta

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Candidato à Prefeitura de São Paulo, o deputado federal Paulo Maluf (PP) evita falar sobre a prisão do ex-prefeito Celso Pitta, alçado por ele à carreira política e preso na terça-feira durante a Operação Satiagraha da Polícia Federal, durante campanha no centro da capital paulista nesta quinta-feira. No corpo-a-corpo com eleitores, Maluf também foi hostilizado.

O deputado iniciou a caminhada às 10h10 na Rua José Paulino, no bairro do Bom Retiro, região de forte comércio popular. Pelos 250 metros que caminhou durante uma hora, visitou lojas, deixou-se fotografar, recebeu apoio de eleitores e foi hostilizado por populares.

Questionado sobre a prisão de Pitta, limitou-se a dizer em todas as respostas: “Eu desconheço esse assunto”.

Ricardo Tanganelli, 22 anos, passou pela comitiva de Maluf, com correligionários e seis seguranças particulares, e gritou “Maluf, ladrão!”. O deputado continuou cumprimentando eleitores e Tanganelli seguiu sem ser molestado pelos seguranças. “Não voto no Maluf de jeito nenhum”, disse.

“Ninguém vai ter 100% unanimidade. Ninguém. Agora, que tem alguém descontente, acho ótimo porque isso é a democracia. Não vou ficar triste com isso não. Se tem alguém descontente, ele não é culpado não. O culpado sou eu porque não consegui transmitir a ele que eu fui o melhor prefeito de São Paulo”, afirmou Maluf.

Já Oscarina Ribeiro, 72 anos, fez questão de posar ao lado de deputado. “Eu sempre votei nele”, disse. Ela afirmou que as insinuações ouvidas por Maluf no local “foram coisa de gente que tem inveja dele”.

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