Candidatos 2008

agosto 27, 2008

Ex-ministro do STF chama Roraima de ‘Estado virtual’

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O ex-ministro do STF Francisco Rezek, que, como ministro da Justiça no governo Collor, promoveu a demarcação em área contínua da reserva dos índios Ianomâmi, também em Roraima, argumentou contra o modelo de demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, no mesmo Estado. “Isso não é confronto entre indígenas e plantadores de arroz, não é esquerda e direita, conservadores e progressistas”, afirmou na sua argumentação.

Resek, que fala em nome dos arrozeiros, disse ainda que há contraste entre o laudo antropológico do governo e outros laudos sobre a demarcação, o que prova a “fragilidade” dos argumentos pró reserva em área contínua. Segundo ele, Roraima, por conta da reserva, se transformou em um “Estado virtual”.

“De certo modo, não quero esconder sentimentos, mas me senti vexado quando vi o Estado de Roraima tratado como as demais forças. É uma unidade da nossa federação, não é uma corporação. É uma unidade e seu interesse é perfeitamente legítimo em ver bem resolvida essa questão. Se transformou em Estado virtual. Os alunos da escola primária quando vêem no mapa acham que aquilo é Roraima, mas não é, aquilo só é 10%”, afirmou Resek. Ainda de acordo com o advogado, a situação é diferente da demarcação Ianomâmi.

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Estratégia do PSDB será colar imagem de Alckmin em Serra.

Cabeça do Eleitor

agosto 25, 2008

Estratégia do PSDB será colar imagem de Alckmin em Serra

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Mesmo ausente fisicamente, o governador vai marcar presença nos programas do horário eleitoral gratuito na TV.

Mesmo ausente fisicamente, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vai marcar presença nos programas do horário eleitoral gratuito na TV do candidato do partido à Prefeitura da Capital, Geraldo Alckmin. A parceria entre os dois será uma constante estratégica na TV e a tentativa de colar a imagem do candidato à do governador persistirá. A informação foi confirmada à Agência Estado por uma fonte ligada à coordenação da campanha do tucano.

Prova disso é que, na seqüencia do depoimento de Serra a favor de Alckmin, apresentado no primeiro dia de campanha na TV (20), o programa desta noite deve trazer um discurso em que o candidato exalta a parceria com o governador. “Fazemos uma parceria como Coutinho e Pelé”, afirmou o santista Alckmin, induzindo que há, entre ele e Serra, que é palmeirense, a mesma sintonia da dupla de atacantes do vitorioso Santos dos anos 60. Depois da apresentação, questionado sobre qual dos jogadores ele representaria, Alckmin tergiversou: “A modéstia não me permite falar.”

As cenas que devem ir ao ar na noite desta sexta-feira foram gravadas no início da tarde durante o lançamento do plano de governo do candidato, no Club Homs, na região central da Capital. O tucano aparecerá em uma arena montada no salão do clube, diante de uma platéia de cerca de 200 correligionários e com um círculo azul e amarelo com o número da legenda no centro (45), colado no chão.

Na apresentação do plano, Alckmin foi aplaudido com vigor ao citar realizações feitas em parceria com Serra, quando o candidato era governador e Serra, prefeito da Capital. “Coitado do Serra. Pegou a cidade financeiramente quebrada e com as obras paradas”, afirmou Alckmin. “Demos recursos para o Complexo Viário Jacu Pêssego, concluímos dois hospitais e fizemos 23 unidades de Atendimento Médico de Emergência (AMAs).” Alckmin reiterou que, agora, pretende inverter a ordem e manter o trabalho conjunto.

Alckmin também procurou mostrar identificação com o principal cabo eleitoral da adversária do PT, Marta Suplicy, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disse que pretende trabalhar em “parceria” com o petista. “Lula não é presidente do PT. É presidente do Brasil”, disse. Em entrevista, reafirmou a intenção de união. “Na eleição cada um defende o seu partido, mas não há razão para ter 3º ou 4º turno.”

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Câmara fecha acordo para votação de 20 projetos de consenso

Cabeça do Eleitor

agosto 13, 2008

Câmara fecha acordo para votação de 20 projetos de consenso

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Em meio ao período eleitoral, os líderes dos partidos governistas e de oposição na Câmara dos Deputados definiram nesta quarta-feira uma lista de 20 propostas de pouca polêmica para ser votada nos próximos dias.

“Nós tivemos obstrução, medidas provisórias trancando e isso paralisou a Câmara. Agora, estamos de forma negociada votando e mais do que isso produzindo um grande acordo. Um surpreendente acordo”, disse o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Como os projetos não têm prazo para votação, a pauta será negociada a cada dia, informou Chinaglia. Na terça-feira, os líderes acertaram limpar a pauta de matérias com votação obrigatória.

Por falta de acordo entre governo e oposição, ficaram de fora a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que muda o rito de tramitação das medidas provisórias e as propostas de reforma tributária.

Foram incluídos na lista de votação, entre outros, os projetos de lei que alteram o Supersimples, que tratam de mudanças na Lei Kandir de fomento às exportações, que aumentam para seis meses a licença-maternidade, além da Lei Geral do Turismo.

Também há acordo para o projeto que cria a carteira de habilitação Brasil-Espanha e outro que exclui da base de cálculo do ICMS o montante da parcela do consumo de energia elétrica de pessoas de baixa renda.

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STJ rejeita pedido de juizes e libera candidatura de “ficha suja”

Cabeça do Eleitor

agosto 7, 2008

STF rejeita pedido de juízes e libera candidatura de ‘ficha-suja’

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Por 9 a 2, corte decide que, enquanto Lei de Inelegibilidades não for revista, TREs não podem barrar

Por 9 votos a 2, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) não podem barrar as candidaturas dos políticos de ficha suja. Prevalece, assim, o que está na Constituição e na atual Lei de Inelegibilidades: ninguém pode ser privado do direito político de se candidatar enquanto o processo a que responde não tiver sido julgado em última instância (transitado e julgado). Isso significa que os “fichas-sujas” listados pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) estão com a candidatura garantida para a eleição municipal de outubro, pois a sentença do STF tem efeito vinculante – os juízes de primeira instância estão impedidos de tomar decisão divergente.

Votaram contra barrar candidatos processados os ministros Celso de Mello (relator), Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Marco Aurélio Mello, Ellen Gracie, Carlos Alberto Direito, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowsky e Eros Grau. Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Ayres Britto foi o único favorável ao pedido dos TREs e ao recurso da AMB – que pretendia barrar os candidatos processados em primeira instância que tivessem sido denunciados pelo Ministério Público. O voto de Joaquim Barbosa foi diferenciado – para ele o político deve ter a candidatura vetada quando, após a primeira condenação, tiver sentença confirmada por um julgamento em segunda instância.

Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia expressou constrangimento com a decisão, que abre caminho para eleição de políticos envolvidos em todo tipo de irregularidades. “Somos escravos da Constituição”, resumiu. A decisão do STF ocorre a dez dias do prazo final para a Justiça Eleitoral aceitar ou não as candidaturas para o pleito deste ano. Em junho, TSE já havia decidido que nenhum candidato poderia ser barrado antes de ser condenado definitivamente pela Justiça.

Celso de Mello leu um voto extremamente longo, com 91 laudas. Para embasar a sua opinião, citou decisões tomadas no passado pelo STF e por órgãos estrangeiros em que foi garantido o princípio conhecido como presunção de inocência, ou seja, que ninguém será considerado culpado até decisão definitiva da Justiça. “A repulsa à presunção da inocência mergulha suas raízes em uma visão incompatível com o regime democrático”, disse o ministro. Ele criticou legislações antigas do Brasil e de outros países segundo as quais cabia ao acusado provar sua inocência.

O relator disse que condenações ainda provisórias não podem impedir candidaturas. “São situações processuais ainda não definidas (a dos políticos que são processados, mas ainda não foram condenados definitivamente)”, ponderou. Ele acrescentou que o Judiciário não pode atuar como legislador para impor critérios de inelegibilidade. Segundo ele, seria uma transgressão à divisão de Poderes. “No Estado Democrático de Direito, os poderes do Estado e desta Suprema Corte são limitados em face dos direitos e garantias dos cidadãos”, argumentou.

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STF decide nesta quarta se “ficha suja” pode ser candidato

Alckmin anda de metrô e não descarta pedágio urbano para resolver trânsito em SP

Cabeça do Eleitor

agosto 6, 2008

STF decide nesta quarta se ‘ficha-suja’ pode ser candidato

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Ministros já adiantaram que não deve ser aprovado o veto a candidaturas de políticos com processos na Justiça

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira, 6, a ação da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) contra candidatura de políticos com a “ficha suja”. Ministros do STF já adiantaram que não deve ser aprovada a tese da AMB – de que políticos com processos na Justiça podem ser barrados pelo juiz eleitoral. A maioria deve alegar que não está prevista na lei a vedação de candidatura do político que responde a processo.

O julgamento vai indicar a tendência do STF em outro assunto igualmente polêmico: a possibilidade de um réu ser preso antes do julgamento final do processo. Juízes e procuradores adiantam que, a depender do entendimento dos ministros quanto ao princípio da presunção da inocência, saberão como o STF se posicionará sobre a execução provisória da pena – quando um acusado pode ser mantido preso até a conclusão do processo na Justiça. A discussão sobre esse assunto se arrasta no Supremo desde 2005.

Defensores da tese da AMB argumentam que, se o Supremo liberar políticos com “ficha suja”, poderia permitir que pessoas com processos na Justiça disputem concurso público. Pelas regras dos concursos, todos os candidatos aprovados só podem assumir o cargo se não tiverem pendência na Justiça. “Eventual exigência do trânsito em julgado de sentença penal condenatória certamente afetará todas as outras carreiras públicas. Polícias, Ministério Público, auditorias, controladorias e magistratura, tudo estará permeável a portadores de múltiplas condenações criminais”, afirmaram os integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral em carta divulgada na última segunda.

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Alckmin anda de metrô e não descarta pedágio urbano para resolver trânsito em SP.

A Cabeça do Eleitor

agosto 5, 2008

Alckmin anda de metrô e não descarta pedágio urbano para resolver trânsito em SP.

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O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, cumpriu nesta terça-feira um dos ritos obrigatórios na maioria das campanhas ao usar o metrô para ir a um de seus compromissos. Na oportunidade, aproveitou para falar sobre o problema do trânsito na cidade e não descartou implantar pedágio urbano como uma das alternativas futuras.

“Você já tem várias cidades no mundo que já têm pedágio urbano, mas elas investiram primeiro em transporte coletivo”, afirmou o candidato, reforçando que sua prioridade –caso eleito– será investir em metrô e melhorar os corredores de ônibus da cidade.

Ele, no entanto, afirma que o pedágio urbano pode ser uma das soluções a longo prazo para desafogar o trânsito na capital paulista. “Nenhuma hipótese está descartada, mas há muita coisa a se fazer”, disse Alckmin.

O ex-governador aprovou o meio de transporte escolhido para ir a uma entrevista na rádio “CBN” nesta manhã. Alckmin considerou o metrô “rápido”, mas ressaltou o fato de não ter conseguido sentar, pois todos os lugares estavam ocupados. “O metrô funciona bem, o problema é a saturação. O trem pode funcionar melhor, ter mais conforto, diminuir os horários, é um investimento permanente”.

Acompanhado por sua filha, Sophia Alckmin, o candidato chegou de carro por volta das 10h10 na estação Ana Rosa, na Linha 1 (Azul), no bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Pagou sua passagem usando um bilhete único e embarcou sentido estação da Sé, onde fez baldeação, embarcando na Linha 2 (Vermelha) sentido estação Santa Cecília. O percurso completo durou cerca de 20 minutos.

Na entrevista à rádio afirmou que em dois anos conseguirá fazer o percurso de sua casa, no bairro do Morumbi (zona oeste de São Paulo) até a sede da rádio (região central) todo de metrô, sem precisar do carro.

Segundo Sophia, esta foi apenas a terceira vez que utilizou o meio transporte. Disse que costuma usar metrô com mais freqüência quando vai ao exterior.

Irregularidades

Alckmin também disse não ver problemas na nova tentativa da bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo de investigar possíveis irregularidades em contratos firmados durante o seu governo no Estado. “Eu não vejo nenhum problema, nenhum, nenhum, nenhum. Isso é assunto da Assembléia Legislativa de São Paulo”, afirmou o tucano.

A bancada do PT pretende apresentar nesta terça-feira um levantamento sobre negócios do Estado com a alemã Siemens. Os deputados suspeitam de favorecimento à empresa por conta de pagamento de propinas a funcionários do Estado. “Se houver um fato [deve ser investigado]. O que não pode haver é politicagem”, afirmou o candidato.

Recentemente, o ex-governador viu naufragar a tentativa dos petistas de investigar, por meio de uma CPI, contratos de empresas do Estado com a multinacional francesa Alstom.

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Movimento contra corrupção pede para STF barrar “Fichas Sujas”

Cabeça do Eleitor

agosto 4, 2008

Movimento contra corrupção pede para STF barrar ‘fichas-sujas’

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STF julgará ação que busca garantir aos juízes eleitorais a possibilidade de negar o registro de candidatura.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) divulga neste segunda-feira, 4, uma carta de alerta aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de alertá-los sobre o registro de candidatura a políticos conhecidos por “fichas sujas”. O documento pede que eles levem em conta que ignorar a vida pregressa dos candidatos na aceitação dos registros é uma decisão perigosa.

O STF julgará na quarta-feira ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que busca garantir aos juízes eleitorais a possibilidade de negar o registro de candidatura dos chamados “fichas sujas”, aqueles que respondem a processo criminal.

A AMB já divulgou em sua página na internet a relação de todos os candidatos a prefeito de capitais que respondem a processos por corrupção, lavagem de dinheiro e abuso do poder econômico, entre outros crimes.

O MCCE é composto por dezenas de entidades, entre elas a AMB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação dos Juízes Federais (Ajufe), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

“Não se trata de antecipar culpas, mas de fazer valer o chamado princípio da precaução, que rege o direito eleitoral”, diz parte do documento que será divulgado nesta segunda, na sede da CNBB, em Brasília.

Na ação interposta no STF, a Associação dos Magistrados do Brasil pede que seja derrubada a interpretação majoritária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que somente uma condenação definitiva da Justiça, quando não há mais possibilidade de recurso, pode impedir um político de disputar as eleições. O relator da ação no STF é o ministro Celso de Mello.

Se a decisão do STF for favorável à ação da AMB, as repercussões na eleição do dia 5 de outubro serão imediatas, porque os juízes poderão impugnar as candidaturas até o dia 16 de agosto. Para todas as impugnações há a possibilidade de recursos aos TREs e ao TSE, na instância final.

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Alckmin e Marta polarizam discussão no final do debate; Kassab mirou líderes nas pesquisas.

Cabeça do Eleitor

agosto 1, 2008

Alckmin e Marta polarizam discussão no final do debate; Kassab mirou líderes nas pesquisas.

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A 66 dias do primeiro turno das eleições municipais, o primeiro debate entre os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo, na noite de ontem, mostrou uma troca de acusações entre os principais candidatos e culminou em polarização entre os líderes na disputa, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Terceiro lugar na disputa, de acordo com o Datafolha, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) também foi agressivo.

Contrariando expectativas de que não iria para o embate contra o tucano, Kassab trocou críticas com Alckmin na questão da iluminação pública, mas seu principal foco foi a petista, a quem desafiou para uma comparação entre os governos.

“Tenho certeza de que uma coisa você vai ganhar: a que criou mais taxas”, disse Kassab, se referindo à criação de taxas na gestão de Marta (2000-2004). Ele também atacou a petista na área da saúde.

“Candidato Kassab, o problema da saúde existe em todos os municípios. Foi um problema na minha gestão, é um problema sério na sua, é o maior problema que você enfrenta. Por todas as pesquisas, 70% de descontentamento com essa questão”, devolveu Marta (53% dos paulistanos reprovam a atuação da Prefeitura na saúde, segundo o Datafolha).

No final, Alckmin partiu para cima da petista, lembrando do aumento de taxas, e dizendo que a prefeitura foi entregue ao PSDB “em um estado lastimável”, com a “área de saúde sucateada” e “a cidade endividada”. Marta classificou as críticas de “mentiras” e “politicagem”.

O debate de ontem foi promovido pela TV “Band” e durou duas horas e quarenta minutos. Os momentos mais tensos ocorreram quando os candidatos fizeram perguntas uns aos outros.

Ao mesmo tempo em que lembravam realizações de suas gestões -os quatro primeiros colocados já governaram ou a prefeitura ou o Estado–, buscavam explorar áreas mal-avaliadas nas gestões alheias.

Marta buscou falar muito dos CEUs (Centro Educacional Unificado) e do bilhete único para mais de uma viagem no transporte público, implantados em sua gestão. Alckmin frisou a necessidade de melhorias na saúde e no transporte público, principalmente na ampliação do metrô, cujo maior investimento parte do governo do Estado, que ele comandou por seis anos. Kassab falou do projeto Cidade Limpa, implantado em sua gestão.

Franco-atiradores

Também em terceiro na disputa, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), ao lado do deputado federal Ivan Valente (PSOL), foram os franco-atiradores do debate.

Valente foi o responsável por uma das perguntas mais duras em relação a Alckmin: “Você declarou ao TRE um teto de campanha de R$ 25 milhões, é muito dinheiro, o povo estranha isso. Quem vai financiar a sua campanha?”, questionou Valente, que ainda lembrou que o PSDB foi contra investigação na Assembléia Legislativa sobre o acidente com a linha 4 do metrô.

“Relacionar financiamento público de campanha com acidente em obra é de uma maldade e de péssimo, muito mal gosto. Uma tragédia que abalou São Paulo, aliás eu já estava fora do governo há quase um ano. É uma questão de obra, que pode acontecer em todas as obras, e está sendo rigorosamente apurada”, respondeu Alckmin. Ele também criticou o PT.

Já Maluf atacou Alckmin na questão da educação, considerado um dos pontos fracos da gestão tucana no governo do Estado –”Não adianta dizer que tem o melhor time e entrar em campo e perder de 5 a 0″-, e os juros praticados pelo PT na economia– “O PT mãe dos banqueiros e pai dos atravessadores”.

Alckmin respondeu dizendo que São Paulo está acima da média nacional no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Valente lembrou que o partido de Maluf, PP, faz parte da base de apoio do governo federal.

Maluf foi questionado por jornalista da Band sobre os sete processos que responde, o que o incluiu na “lista suja” da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). “A politização da Justiça é um atentado à democracia”, rebateu Maluf. Instado a comentar, Kassab –que também está na lista– se disse a favor da transparência.

Ele também foi questionado por jornalista da Band sobre o email, revelado pela Folha, em que tenta influir em pesquisa Datafolha. Ele negou, dizendo que buscava evitar tumulto em áreas da pesquisa. Compareceram ao debate os oito candidatos cujos partidos elegeram representantes para a Câmara dos Deputados em 2006 –Marta, Alckmin, Kassab, Maluf, Valente, Soninha Francine (PPS), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN).

julho 29, 2008

Cabral diz esperar que TRE-RJ peça reforço na segurança das eleições municipais

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta terça-feira que espera que o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) faça o pedido ao governo federal para uma possível intervenção da Força Nacional na segurança de candidatos durante a campanha eleitoral.

Segundo Cabral, o secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, deverá se reunir na tarde de hoje com o presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio, desembargador Roberto Wider.

“Dentro do rito democrático, a maior autoridade é o TRE. [..] Ele é a instituição que merece, neste momento, ter a condução do processo, não o governo do Estado”, disse o peemedebista. O governador afirmou que a reunião, que também contará com a presença do comandante-geral da Polícia Militar e do chefe da Polícia Civil no Estado, tem o objetivo de analisar, junto com o presidente do TRE, se é necessário pedir esse reforço.

“Se o TRE desejar que eu assine com eles a solicitação, eu assinarei com o maior prazer”, afirmou Cabral.

Cabral voltou a dizer que vê com “bons olhos” a participação da Força Nacional. “O combate à criminalidade, da nossa parte, é antes, durante e depois das eleições. É muito grave você ter candidatos que não podem entrar em área ou candidatos beneficiados por estruturas paralelas. E mais grave ainda jornalistas não podendo realizar seu trabalho.”

Ontem, Wider havia descartado solicitar de imediato a ajuda da Força Nacional de Segurança para reforçar a segurança do processo eleitoral do Estado. Segundo o presidente do tribunal fluminense, um pedido de ajuda só poderá ser feito após a realização de um levantamento sobre os problemas relacionados à ação de milícias contra candidaturas no Rio.

Assim como Cabral, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse não se opor ao envio de ajuda, mas que é necessário um pedido oficial do governo do Rio ou do TRE-RJ para determinar que a Força Nacional de Segurança ou a Polícia Federal dêem suporte aos candidatos a prefeito e vereador no Rio. “No Rio de Janeiro nós temos a insegurança já transgredindo para a questão eleitoral”, afirmou Tarso.

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Cabeça do Eleitor

julho 28, 2008

PT irá à Justiça contra uso da máquina por Kassab

A coordenação da campanha de Marta Suplicy (PT) irá pedir que a Justiça Eleitoral investigue se houve uso da máquina pública pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição.

A mensagem foi enviada em 23 de julho –o primeiro dos dois dias de campo do levantamento, que apontou Kassab em terceiro lugar (11%).

Na noite de ontem, o candidato do PSOL, Ivan Valente, protocolou no cartório da 1ª zona eleitoral uma representação de abuso de poder contra Kassab pelo suposto uso da máquina pública em benefício de sua campanha.

O prefeito voltou a negar ontem o uso da máquina pública e repetiu que sua intenção era evitar que adversários, especificamente os petistas, influenciassem o levantamento. Os procedimentos de segurança e a metodologia do Datafolha impedem que ações coordenadas modifiquem o resultado.

Marta, que visitou ontem o Centro de Tradições Nordestinas e a festa anual dos motoristas de ônibus da capital, evitou comentar o caso. “Estou pasma, não tenho palavras”, limitou-se a dizer a ex-prefeita.

Coordenador da campanha petista, o deputado federal Carlos Zarattini (PT) justificou a intenção do partido de ir à Justiça contra Kassab. “Servidor público não é contratado para fazer campanha ou interferir nela.” A Lei Eleitoral prevê punições a quem utiliza cargo público para fins eleitorais. A pena para quem for condenado por tal ilegalidade pode chegar à cassação da candidatura.

O candidato tucano, Geraldo Alckmin, apesar de hospitalizado por conta de uma diverticulite, conversou com aliados e decidiu que não irá entrar com representação contra Kassab.

Dividindo o primeiro lugar nas pesquisas com Marta, o ex-governador disse temer dinamitar as pontes com o prefeito para um eventual acordo na disputa de segundo turno.

Reservadamente, a avaliação dos tucanos é a de que o gesto demonstra “desespero” e “descontrole” de Kassab. E pode afastar o prefeito de seu antecessor e padrinho político, o governador José Serra (PSDB).

“Cada um faz a campanha como pode. A nossa não se dá dessa maneira. Não pretendemos tomar nenhuma atitude, embora a gente entenda que eles tenham atentado contra uma das instituições mais importantes do país, que é o Datafolha”, disse o deputado federal Edson Aparecido, coordenador da campanha tucana.

Na seara petista existe uma divisão quanto às conseqüências políticas do caso. Parte da coordenação da campanha de Marta não vê com bons olhos a perspectiva de Kassab ficar “desidratado” tão cedo, pois o prefeito ajuda a diluir os votos do eleitorado antipetista. Seu enfraquecimento faria esses votos migrarem para Alckmin precocemente, colocando o tucano à frente de Marta. Outros petistas preferem polarização imediata com o tucano, numa antecipação, dizem, do segundo turno. Há o consenso de que Kassab deve crescer com a propaganda gratuita na TV e no rádio, que começa em 19 de agosto. O prefeito é o candidato que terá o maior tempo na TV.

Fonte: Folha Online

Veja também:

“Lista suja” influencia pouco no julgamento de candidatos

Cabeça do Eleitor

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